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quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Poucas palavras



Pergunta: "Ó filho, porque é que não me disseste que a tua cama tinha xixi?"

Resposta: "É que eu sou um rapaz de poucas palavras!"

sábado, 11 de dezembro de 2010

Há doentes mais difíceis do que outros...



O A2 saiu ao pai.
Estar com ele foi uma tortura!

Já o A1 foi um valente...
(como a mãe, claro está)

sábado, 16 de outubro de 2010

O nosso anjo

 
(contexto: uma confusão infernal)
Eu: O bebé até se assusta com tanto barulho!
A2: Porquê? Ele consegue ouvir?
Eu: Consegue. E não gosta muito de barulho.
A1: Mas já tem ouvidos?
Eu: Tem.
A2: E olhos?
Eu: Também.
A1: E boca?
A2: E nariz?
Eu: Boca, nariz, braços, pernas...
A1: E asas!
Eu: Asas?
A1: Sim.
Eu: Porquê asas?
A1: Então... porque o nosso bebé é um anjinho!

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Quando for grande... (A1)


"Vou ser paleontólogo. E o mano vai ser radiador!"

radiador: senhor que trabalha com o rádio (pois claro)

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Da semana positiva (II) - A Visita


Estar com os meus papás é sempre muito bom.

Custa-me tanto a distância que revê-los é um dos meus maiores prazeres.

Num fim-de-semana vieram visitar-nos, no seguinte retribuímos-lhes o agrado. Dois dias de campo, paz, família... muito bom!

Lamento a «tragédia» da pereira especial do avô F. (ui, o que ele ficou danado com o neto!) que o A1, ainda que inadvertidamente, pode bem ter condenado à ruína (queria um «pau grande» e a estaca que a suportava parecia tão jeitosa...).

Vamos esperar pelo próximo ano... pode ser que ainda rebente (há horas de sorte).

Da semana positiva (I) - A Festa


Para além de termos dado as boas vindas à Sininho e de termos tido o privilégio de privar da sua deliciosa companhia, esta semana foi pautada por muitas coisas boas.
A não esquecer (entre outras):

A Festa de Final de Ano dos meus artistas.
(mesmo à sua medida, com o tema "A Vida é uma Arte")


Uns dançaram...

Outros tocaram (e saltaram, ui, o que saltaram!).

Todos cantaram (muito) e fizeram ginástica (não podia faltar).


Uns com bola (arremessada ao público no final com a maior satisfação), outros sem...


Mas sempre muito, muito bem!


Depois foi aguardar o final...


Para passar ao lanche e à brincadeira!


Mas não podíamos ir embora sem antes visitar a exposição de arte.


Vigiadíssima, claro, com toda a razão!


São ou não uns artistas?


terça-feira, 8 de junho de 2010

Logo se vê


Eu - "Esse brinquedo é perigoso. O Riscas pode enrolar-se no elástico e ficar preso, sem conseguir respirar, e morrer. Não o deixes aí."

A1 - "Olha, logo se vê se morre ou não!"

Ainda os gormiti

(gormiti série 3 - Obscurio, Senhor da Escuridão)

A1 - "Porque é que este é o ovo escuro?"

Há um mês


(muito obrigada aos meus papás, ao meu a-mor, à O., à E. e à A., aos meninos presentes e respectivos papás, e a todos os que tornaram estes momentos possíveis e inesquecíveis)

Há um mês o meu primogénito completava cinco anos de vida e comemorava o acontecimento numa festa que superou as suas expectativas, na companhia de onze amiguinhos (mano, primos, colegas de escola e de parque) que se divertiram imenso: brincaram, correram, saltaram, gritaram, atiraram e chutaram bolas, testaram a lotação máxima de uma tenda até conseguirem destruí-la, desenharam, pintaram, deram cabo de duas caixas de lápis de cor e cera, ouviram música em altos berros (sendo o A2 o DJ não é para admirar), cantaram, dançaram, riram, empanturraram-se de doces e aproveitaram da melhor forma possível uma tarde que para imensa gente foi absolutamente deprimente (chuvosa, desanimada e sem piada).

Eu, para variar, passei uma noite em claro na vã tentativa de conseguir ter tudo pronto a tempo. O bolo levou uma eternidade a finalizar, ou não fosse a minha irritante aspiração de atingir a perfeição dar o ar de sua graça numa ocasião tão importante como esta. As gelatinas feitas a correr na manhã do próprio dia, os comes e bebes levados para o local já com a criançada a chegar, as decorações dispostas com a festa a decorrer (e com a ajuda preciosa de uma amiga que me deu uma mãozinha do tamanho do mundo), os saquinhos com as ofertas acabados à ultima e a toda a velocidade com os papás já a tocar à porta para levar a miudagem... E eu sem comer até às oito da noite (ou, vá lá, com meia dúzia de pipocas no bucho), hora a que, finalmente, me vi de novo no sossego do meu lar, com os meus artistas estafados mas muito felizes e uma mesa cheia de comidinha apetitosa que fez as minhas delícias durante uns tempos.

Escusado será dizer que a vontade de me dedicar a arrumações foi nula, certo? As mesas, tão pronta e gentilmente cedidas, estão por devolver. O espaço (que não é a minha casa, mas fica a escassos pisos de distância) apesar de desocupado não merecia o abandono a que tem estado sujeito depois do rebuliço em que se viu. Os enfeites ainda adornam as paredes, os objectos estrategicamente removidos antes do evento ainda esperam o regresso ao local de origem (vamos lá ver se ainda me lembro onde estava o quê), alguns dos meus pertences ainda por lá andam perdidos e tenho impressão que ainda vou conseguir encontrar alguma coisa que se coma num qualquer canto escondido ou (e isso é que era bom) um presente esquecido debaixo do sofá.

Falando em presentes, não foram muitos mas foram os realmente desejados, e ainda bem. Durante meses repetiu que queira «uma bicicleta, gormitis e um livro». Pois foi então feita a sua vontade e os avós maternos ofereceram a primeira (e, atendendo as minhas preces, patrocinaram a festança); os avós paternos aproveitaram o meu conhecimento de causa para os ajudar na escolha e acresceram um «quatro braços preferido» do Ben10 ao «Toby dos grandes» que o rapaz tanto queria (e que adorou, embora já o tenha esquecido, perdido no meio da barafunda de brinquedos que por cá reina) e a um sempre simpático cheque (que a ele nada lhe diz, mas que nós cá agradecemos); houve quem (em boa hora, que o miúdo não pára de crescer) optasse por roupa e calçado; e a nós, papás, calhou-nos na rifa... um livro!

Um livro?
Fiquei tão encantada com a modéstia do pedido que só tive vontade de lhe dar este mundo e o outro (daí a festa). E como conheço bem o meu filho, lhe vejo as fantasias, lhe oiço os desejos, lhe adivinho os gostos e lhe sinto os sonhos, não precisei sequer de pensar para lhe encontrar o presente perfeito. Numa simples caixa de cartão, uma bola do Ben 10. Só isso? Não. Mas sem isso o efeito surpresa não seria o mesmo.
A bola assente num emaranhado colorido de serpentinas que escondiam um monte de pacotinhos de gormitis, um jogo e, lá bem no fundo, o livro que nos tem precedido os sonos de então para cá - A Minha Primeira Enciclopédia dos Dinossauros, da Centralivros - mais um que faz parte do Plano Nacional de Leitura e que, assim que vi, há nem sei já quantos meses, me gritou o nome do meu A1 tão alto que não hesitei.
A cereja no topo do bolo foi um discreto mas precioso envelope com quatro bilhetes para o espectáculo a que assistimos no fim de semana seguinte: Walking With Dinosaurs - The Live Experience. E sobre isso falarei noutro post, que este já vai longo e a minha vida não é só isto.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Não sendo fã deste dia...



O entusiasmo do meu A1 contagiou-me ligeiramente.

Enfiou-se na minha cama quando o despertador tocou e ficámos uns 15 minutos no quentinho a contar mentiras um ao outro.

Sugeri-lhe umas coisinhas para ver se enganava os avós, a educadora, os amigos...
Mas não me parece que vá ter muito sucesso.

"Olha, vou-te dizer uma mentira..." - a começar assim, filhote, não enganas ninguém!

Eu não sou dada a partidas destas.

Mas há coisas a que acho piada, confesso.


Com outras, não sei se ria, se chore...


Gosto de humor negro, mas... também gosto de animais.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Apetites - I


A. n.º1 - "Ouviste um barulho?"
A-mor - "Deve ter sido o vizinho de cima."
A. n.º1 - "Não! Foi a minha barriga... Está a dar horas."
A-mor - "Tens fome?"
A. n.º1 - "Tenho!!!"

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

O Ártico


"Hoje está mesmo frio... Parece que isto aqui é o Ártico!" (A1)

E ainda tive direito a explicação:
"O Ártico é um sítio onde faz muito frio e há gelo por todo o lado."

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Coisas boas em dias de chuva


Esta manhã, a caminho da escola:
"Mãe, olha!!! Tão giro... Parece uma pintura do Pollock!" (A1)



E parecia mesmo...


Mas o melhor é poder ouvi-lo falar assim de arte do alto da sabedoria dos seus 4 anos.
É perito em «pinturas abstractas»...!
Agradeço a ideia brilhante da sua educadora, que escolheu a arte como tema este ano.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Quando eu...

(pérolas do A1)

"Quando eu tiver quinze anos vou comprar um computador e vou trabalhar."

"Quando eu tiver dezoito anos vou-vos matar e corto-te os olhos e faço berlindes."

Mal por mal, digamos que prefiro a primeira opção...

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Adivinha VII - «Caçagem»

Estava ele (A1) a «ler» um dos seus livros predilectos quando, depois de examinar demoradamente uma imagem, me pergunta:

"Mas onde é que está a caçagem?".

A quê??!!

Eu percebi bem o que era, ou não fosse quase sempre eu a contar-lhe as histórias e o dito livro o escolhido nas últimas noites.

A minha surpresa foi ouvi-lo sair-se com esta, como se nunca tivesse ouvido a palavra caça, quando ela tem sido repetida vezes sem conta há dias a fio!

Ou podia ter optado por caçada, que eu também ficava satisfeita com essa.


Em baixo, Caçagens pré-históricas.
(para juntar à lista de paixões do A1)





quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Quadros de Bom Comportamento


Por cada tarefa bem cumprida (sem demoras excessivas, fugas provocatórias, respostas tortas ou estragos (des)propositados) ganham um sol sorridente.

São quinze tarefas diárias. Dez sóis dão direito a recompensa surpresa no dia seguinte.

Depois há os «maus-comportamentos»: bater, estragar (ou tentar), ofender (verbal ou gestualmente) ou desobedecer (continuadamente e sem justificação) - acho que é isto. Um aviso, dois avisos, três avisos... e cruzinha por mau comportamento!

Cada cruz anula um sol. Há espaço para cinco cruzes por dia, mas se preencherem a totalidade bem podem esquecer a surpresa (mesmo que consigam os quinze sóis).

A experiência tem corrido bem. Muuuuuuuitos sóis, uma cruz (até ver), surpresas e, volta e meia... "Ó mãe, podes fazer uma cruz para o pai!!" (A1).

(aqui para nós, que ninguém nos ouve, é bem verdade que já estive quase quase para fazer um quadro de bom comportamento também para o Artista-mor...)

Umas «coisas»...

A1 - "Mãe, hoje tive um sonho!"
Eu - "Um sonho bom ou um sonho mau?"
A1 - "Um sonho bom."
Eu - "E como é que foi o sonho?"
A1 - "Parti umas coisas a uma menina."
Eu - "Então, filho, o que é que partiste?"
A1 - "Os dois braços e uma perna."
Eu - "E porque é que tu fizeste uma coisa dessas?!"
A1 - "Porque eu disse para ela ter cuidado e ela não teve!"

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Artes de fim de semana

Pão e Circo (ou «bolinhos» de plasticina e palhaçadas pseudo-musicais).
Em tempo de crise não me parece má política!


8-1

Xixis na cama.
O A.nº1 está para os ditos assim como o Benfica tem estado para marcar golos ultimamente.

Com o refrescar do Outono tem sido o verdadeiro descalabro. Em sete dias foram oito os xixis na cama. Oito!! Contra um do A.nº2 (que também não ia deixar de aproveitar a mudança climática para um descuido que já não lhe conhecíamos há uns bons três ou quatro meses). 8-1, uma valente «xixizada»!
Ou seja, nove xixis em sete dias.
Um bocadinho demais, não?
Sobretudo com o bom tempo que tem estado para secar lencóis, fronhas, resguardos, mantas, almofadas (sim, também almofadas) e, especialmente, edredões!

Porto-me bem :)

A fotografia não está grande coisa, eu sei. Mas este delicioso agrado com que o A.nº1 me presenteou merece ser recordado para a posteridade (ou seja, para que o próprio autor não venha a esquecer-se daquilo que «escreveu»). Traduzindo os seus caracteres originais para os do alfabeto romano, a mensagem reza (leu-ma ele, apontando «palavra» por «palavra») assim: "A mãe é bonita e porta-se bem todos os dias. Com um grande beijinho do Falcão e um beijinho do A.[nº2]".