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sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Trying to




quarta-feira, 1 de setembro de 2010

O fogo


Tão magnífico quanto aterrador, bateu-nos à porta, o fogo.


Chegou num dia que era de celebração, invadiu-nos a festa e chamou a si os homens que, por verem ameaçada toda uma vida de projectos ou por simples solidariedade, correram a tentar aplacar-lhe a ira.


Foi uma noite de perigo, de luta, de medo, de revolta, de ansiedade, de sofrimento e de espera.


Enquanto as mulheres disfarçavam (melhor ou pior) o nervosismo e as crianças lhes adivinhavam a inquietação, maridos e pais embrenhavam-se numa nuvem de destruição e, com tamanha obstinação que lhes venceu a impotência, conseguiram impedir que o vil devastador lhes consumisse o que protegiam.


O dia seguinte amanheceu ainda sem seguranças. O cenário desolador era feito de negro e de cinzas, pontuados aqui e ali por laranjas ardentes em oliveiras centenárias.


Entardeceu e os guerreiros, agora guardas, viram a ameaça apagar-se e puderam finalmente ceder ao apelo dos seus corpos, famintos de alimento e repouso.


Ido o terror, esperam-se as chuvas, que trarão à ruína a esperança da renovação.



E, passado o agreste inverno, uma explosão de verde erguer-se-á dos despojos para nos demonstrar uma vez mais a força inigualável da Natureza.


segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Tic, tac...



Sinto o tempo a fugir-me...
E, com ele, a oportunidade e o sonho.
(Raios partam a crise!)

quarta-feira, 7 de julho de 2010

It sucks...


I am :(


quinta-feira, 1 de julho de 2010

segunda-feira, 21 de junho de 2010

O final negativo


Lembram-se da Sininho?
Chegou no dia 15 e adaptou-se muito bem.
Esperta, dócil, comunicativa... Um amor.

...

Foi o Riscas que nos avisou.


Parecia dormir tranquilamente na caixa que elegeu para cama-esconderijo.


Mas não.


Estava já fria e hirta.


Minha pobre pequenina...


Está agora no «céu dos gatos» (como disse ao A1 o pai).


No colo doce dos anjos.

Uma semana tão positiva...



... com um final tão negativo.

Depois explico, que agora nem tenho vontade.

Estou triste.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Apertemos, então!



Apertamos o cinto, as cuecas, o que for preciso!
(palavras do meu A-mor)

A verdade é esta: fiz as contas e devemos uns 17.000€.
O mais frustrante é que parece que nunca mais nos conseguimos livrar disso.

O meu «hordenádo» (como diria/escreveria a minha avó) mal chega (quando chega, que os primeiros dois meses deste ano foram para esquecer - somados resultaram na astronómica quantia de 305€) para pagar a prestação do carro.

Se ao menos nos pagassem o que nos devem...
Já não falo dos «esquecidos» (vá, vou ser simpática e não vou chamá-los ingratos) que em tempos ajudei (bem parva fui, e o mais triste é que tenho impressão que voltaria a fazer o mesmo). Mas o el patron do meu marido, que tem mais que fazer do que pagar aos funcionários, bem podia chegar-se à frente. É que nem na Páscoa aquela alminha foi capaz de lhes dar as amêndoas (amêndoas, que piada!!).

Consta que pode ser que, com sorte, nos próximos dias lhes dê uma parte do que já deveriam ter recebido há uma semana. Isso é que é sorte, hein? Bem bom!
Outros salários não lhes deve, isso não, que não seria capaz de uma coisa dessas! Só três subsídios (a caminho de quatro) e outros tantos prémios de assiduidade... coisa pouca que apenas nos permitiria reduzir para quase metade a nossa dívida.

Apertemos, então, o que for preciso!

domingo, 4 de abril de 2010

Um desagradável presente de Páscoa


De uma postura de seis foi o único que conseguiu quebrar o ovo.

Lutador, curioso, corajoso, aventureiro.

Esperava mais da vida, quis conhecê-la, tentaram roubar-lha, lutou por ela...

Por duas vezes caiu do ninho (ou assim o julgámos) e de ambas o tomei nas mãos.
Ofereci-lhe o conforto do meu calor e retribuiu-me com a calma por que se deixou invadir.

Senti que oferecia resistência quando ontem o devolvia ao seu abrigo.
"Quererá dizer-me que é comigo que está em segurança?" - pensei.

Senti-me tentada a cuidar dele, a ser sua mãe, alimentá-lo, acarinhá-lo, criá-lo.
Depois parei para pensar e receei estar mais uma vez a querer dominar a Natureza.
Seria um acto de egoísmo assumir um papel que não é meu.
A sua progenitora decerto estaria a cuidar da cria melhor do que eu alguma vez conseguiria.

O seu papo sempre cheio tranquilizou de alguma forma os meu temores.
Mas não passou, afinal, de um mero engano.

O instinto de procriação dos seus próprios pais atraiçoou-o.
De protegido passou a inconveniente e depois a indesejado.

E se esta manhã tudo estava aparentemente bem...
na nossa ausência as circunstâncias mudaram drasticamente.


Na falta de quem, atento, ouvisse os seus pedidos de socorro, acabou por sucumbir ao ataque de que foi vítima.

Há um aperto no meu peito que não me larga e, por mais que compreenda que não foi um acto gratuito de violência, não consigo perdoá-los...

São assassinos natos.
Mesmo não o desejando, esta revolta faz-me vê-los feios e maus.

Não os quero.
Não quero vê-los, não quero ouvi-los.
Não os quero perto de mim.

Assim que puder despeço-me deles.
(o meu pai fará o favor de lhes dar outro lar, tenho a certeza).

O Jaime far-lhes-á companhia na viagem.
Já o decidimos há alguns dias.
Está infeliz e não voltou a ser o mesmo desde que os meus artistas o entalaram na porta da gaiola.
Precisa de espaço, de companhia, de outro ambiente, de outra vida.

Estou triste.
Confesso que não era esta a tarde de Páscoa que desejava.
Que não era este o desfecho que imaginara.
Nem para o Jaime, nem para o seu pequenino irmão, nem para os seus pais...
Para a sua presença e para os seus papéis nas nossas vidas.

Ensinaram-me mais do que esperava.
Ainda estou a digerir o que aprendi.
A tentar encontrar o significado dos sentimentos experimentados.
E a procurar descobrir como cada episódio contribuiu para o meu crescimento pessoal.

Pareço atribuir peso a mais a esta história?
Talvez.
Estou triste (já o disse).
Desiludida...
E ao mesmo tempo esclarecida.
Acabaram-se os pássaros nesta casa.

O lado positivo?
Venha o gato!



terça-feira, 16 de março de 2010

A confissão



faz bem à alma.

quarta-feira, 10 de março de 2010

De esperança a tristeza



Angustia-me a facilidade com que as promessas se transformam em perdas.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

2010




Ainda estamos em Janeiro...


Mas isto promete!

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Ufa...



Já passou!

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Estas despedidas


custam-me sempre...



O balanço, faço-o na próxima semana.
Quando tiver de volta as minhas agendas, o meu cantinho lá em casa, o meu tempo, a minha privacidade e a minha paz...

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Não desejo a ninguém


o que me calhou ontem na rifa...



Com tanto para fazer e eu nisto!

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Regresso à escola(*)

(*) - por «escola» entenda-se «infantário», que os pequenos têm 2 (quase 3) e 4 anos.
O Artista nº2 passou as férias apreensivo com a perspectiva da mudança para a «sala dos crescidos». O Artista nº1 andava cheio de saudades.
...
Ontem à noite lembraram-se:
A.nº1 - Mas eu não quero ir para a escola...
A.nº2 - Eu também não quél' i' pá 'cola...
(pois é, eu já sabia que isto ia acontecer)
...
Hoje esparava que a história se repetisse assim que acordassem. Nada disso.
Vestiram-se, comeram, colaboraram sem protestos e passearam orgulhosamente as suas pequenas mochilas no percurso para a escola.
...
Pertences colocados nos cabides e passagem pela casa-de-banho sem percalços.
...
Primeira paragem: sala dos 3 anos.
O A.nº2 estacou à porta e eu vi a minha vida a andar para trás...
Com um pequeno incentivo atreveu-se a espreitar e a visão dos seus amiguinhos deu-lhe novo alento.
Afinal havia esperança. Ou não!
Em menos de um minuto de troca de palavras entre mãe e educadora o rapaz reconsiderou e agarrou-se à minha perna a chorar.
"Então? Não precisas de chorar. O mano vai ficar ali na sala ao lado e tudo!" - mas qual quê! Lá se deixou conduzir ao seu lugar sem oferecer grande resistência, mas calar-se é que não lhe apeteceu.
O irmão olhava-o sem perceber a razão do pranto. Quando saímos ainda me perguntou o porquê daquela cena, mas nem esperou por resposta, tal foi a pressa com que correu à minha frente para chegar junto dos amigos.
Segunda paragem: sala dos 4 anos.
As saudades eram imensas.
Especialmente da C. (aquela educadora é realmente fantástica).
Correu para ela e lançou-se nos seus braços, mas... a meio do abraço a emoção foi demais, os sentimentos baralhara-se, as vontades dividiram-se e o segundo take da «cena de choro» teve lugar, agora com novo artista.
"Vá anda comigo..." - o A.nº1 interrompeu-a com um «mas eu não quero ir brincar» e ela calou-o com um «mas não vens brincar, vens conversar comigo e contar-me tudo sobre as férias» cheio de carinho e segurança.
Despedi-me rapidamente e saí.
Voltou a chorar, chamou por mim e o meu coração já apertado contraiu-se um pouco mais.
Terceira paragem: sala dos 3 anos (novamente).
A caminho da saída espreitei o meu pequenote.
Já mais calmo, começava a despertar interesse pelos novos jogos (dos crescidos!).
Vê-lo assim relembrou-me aquilo que já sei de experiências anteriores - daqui a pouco não vão querer sair de lá.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Foi um reencontro comovente

com o Artista nº1 a chorar de emoção.
.
"Apanhaste-me um susto!" - explicou.
.
"O teu coração bateu muito depressa e não sabias se querias rir ou chorar, filho?"
(só para confirmar)
.
"Sim."
E mais um abraço.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Férias de Verão II - a separação

Há 5 dias deixámo-los com os avós.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Às minhas queridas «cupcake» e sua mamã

Aqui vos deixo uma oração muito especial, escrita por WILLIS J. POTTS em nome de todas as crianças e para ser meditada por todo quantos se dedicam a cirurgia pediátrica:

"Por favor o Sr. Cirurgião, trate com extrema gentileza os meus tecidos e tente corrigir os meus defeitos numa só operação. O Sr. sabe, eu espero usar os meus órgãos nos próximos 67 anos. Dê-me bastante oxigénio durante a anestesia e eu mostrar-lhe-ei o quanto de cirurgia posso suportar. O Sr. ficará surpreendido com a rapidez da minha recuperação e ser-lhe-ei eternamente grata."