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segunda-feira, 21 de junho de 2010

O final negativo


Lembram-se da Sininho?
Chegou no dia 15 e adaptou-se muito bem.
Esperta, dócil, comunicativa... Um amor.

...

Foi o Riscas que nos avisou.


Parecia dormir tranquilamente na caixa que elegeu para cama-esconderijo.


Mas não.


Estava já fria e hirta.


Minha pobre pequenina...


Está agora no «céu dos gatos» (como disse ao A1 o pai).


No colo doce dos anjos.

Uma semana tão positiva...



... com um final tão negativo.

Depois explico, que agora nem tenho vontade.

Estou triste.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Foram-se

(ontem)

domingo, 4 de abril de 2010

Um desagradável presente de Páscoa


De uma postura de seis foi o único que conseguiu quebrar o ovo.

Lutador, curioso, corajoso, aventureiro.

Esperava mais da vida, quis conhecê-la, tentaram roubar-lha, lutou por ela...

Por duas vezes caiu do ninho (ou assim o julgámos) e de ambas o tomei nas mãos.
Ofereci-lhe o conforto do meu calor e retribuiu-me com a calma por que se deixou invadir.

Senti que oferecia resistência quando ontem o devolvia ao seu abrigo.
"Quererá dizer-me que é comigo que está em segurança?" - pensei.

Senti-me tentada a cuidar dele, a ser sua mãe, alimentá-lo, acarinhá-lo, criá-lo.
Depois parei para pensar e receei estar mais uma vez a querer dominar a Natureza.
Seria um acto de egoísmo assumir um papel que não é meu.
A sua progenitora decerto estaria a cuidar da cria melhor do que eu alguma vez conseguiria.

O seu papo sempre cheio tranquilizou de alguma forma os meu temores.
Mas não passou, afinal, de um mero engano.

O instinto de procriação dos seus próprios pais atraiçoou-o.
De protegido passou a inconveniente e depois a indesejado.

E se esta manhã tudo estava aparentemente bem...
na nossa ausência as circunstâncias mudaram drasticamente.


Na falta de quem, atento, ouvisse os seus pedidos de socorro, acabou por sucumbir ao ataque de que foi vítima.

Há um aperto no meu peito que não me larga e, por mais que compreenda que não foi um acto gratuito de violência, não consigo perdoá-los...

São assassinos natos.
Mesmo não o desejando, esta revolta faz-me vê-los feios e maus.

Não os quero.
Não quero vê-los, não quero ouvi-los.
Não os quero perto de mim.

Assim que puder despeço-me deles.
(o meu pai fará o favor de lhes dar outro lar, tenho a certeza).

O Jaime far-lhes-á companhia na viagem.
Já o decidimos há alguns dias.
Está infeliz e não voltou a ser o mesmo desde que os meus artistas o entalaram na porta da gaiola.
Precisa de espaço, de companhia, de outro ambiente, de outra vida.

Estou triste.
Confesso que não era esta a tarde de Páscoa que desejava.
Que não era este o desfecho que imaginara.
Nem para o Jaime, nem para o seu pequenino irmão, nem para os seus pais...
Para a sua presença e para os seus papéis nas nossas vidas.

Ensinaram-me mais do que esperava.
Ainda estou a digerir o que aprendi.
A tentar encontrar o significado dos sentimentos experimentados.
E a procurar descobrir como cada episódio contribuiu para o meu crescimento pessoal.

Pareço atribuir peso a mais a esta história?
Talvez.
Estou triste (já o disse).
Desiludida...
E ao mesmo tempo esclarecida.
Acabaram-se os pássaros nesta casa.

O lado positivo?
Venha o gato!



quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Eu em 2009


(em cartoons)

































quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Estas despedidas


custam-me sempre...



O balanço, faço-o na próxima semana.
Quando tiver de volta as minhas agendas, o meu cantinho lá em casa, o meu tempo, a minha privacidade e a minha paz...